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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Exposição Agô! abre em 02/02


Agô, na língua iorubá, quer dizer “licença”. É o que Marcello Vitorino vem entoando há quase três anos em terreiros de candomblé e umbanda da cidade de Diadema: agô para entender, vivenciar e aprender um pouco desta cultura milenar que, por mais incrível que possa parecer, ainda é vista com preconceito por boa parte da sociedade.

As imagens que integram a exposição - 31 fotografias no formato 50x75cm, além de um painel composto por espelhos e 81 fotografias 10x15cm - foram produzidas em terreiros de umbanda e candomblé das nações Queto, Angola e Jeje-Nagô. O preparo da festa, a simbologia, os personagens - equedes, ogãs, iaôs, babalorixás, etc. - e suas relações no espaço mítico do terreiro são alguns dos aspectos explorados pelo autor neste trabalho.

Só em Diadema a estimativa é de que existam mais de 300 terreiros, um número expressivo, levando-se em conta que Salvador, com uma população 10 vezes maior, tem oficialmente mapeadas 1.159 casas de candomblé. Contribuiu para isso o acelerado processo de industrialização e de crescimento populacional, que atraiu milhares de migrantes, muitos deles nordestinos, que trouxeram consigo, além dos sonhos, sua cultura, costumes e religião. Mais de 40% da população de Diadema é negra, terreno fértil para a expansão de religiões como o candomblé e a umbanda, que em 2008 completou 100 anos e reúne influências africanas, indígenas, católicas e espíritas.

O trabalho nesta cidade faz parte de um projeto mais amplo, que vem sendo realizado há cerca de 10 anos, no qual as manifestações de fé do homem em sua busca pelo contato com o sagrado nas mais variadas religiões são reveladas em cores fortes, sombras profundas e um clima eminentemente silencioso. O contato com os grupos de candomblé do ABC deu-se, nas palavras do fotógrafo, “a partir de uma necessidade de entender não apenas o sentido da transcendência, mas também o de imanência, tão presente na relação do povo de santo com seus orixás”.

A exposição será inaugurada no Museu de Arte Popular de Diadema, importante espaço dedicado às manifestações culturais populares da região, no dia 2 de fevereiro de 2011, às 19h30. Também será publicado um catálogo de 36 páginas, com distribuição gratuita no dia do evento.

O projeto de exposição e catálogo tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Programa de Ação Cultural 2010 - edital de Apoio a Projetos de Artes Visuais.


Exposição Agô!
Museu de Arte popular de Diadema [MAP] Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 – Centro - Diadema
Tel: 4056-3366


Abertura: 2 de fevereiro de 2011 às 19h30
Visitação: até 19 de março de 2011
Horário: de terça a sexta das 13h às 19h e sábados das 13h às 18h


Informações sobre o projeto:
marcello.vitorino@gmail.com

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aperitivo


Estas são as primeiras páginas do livro Encontro com o Divino, com textos de Nilva Bianco e fotografias de Marcello Vitorino. No total, são 48 páginas coloridas, couchê fosco 170g e capa brochura em triplex 250g (com laminação fosca). Formato 17,5 x 17,5cm. Dos mil exemplares, apenas 500 estão sendo vendidos. A outra metade foi distribuída para bibliotecas públicas da região de Anhembi, à própria Irmandade do Divino e também à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, já que o projeto recebeu apoio do Programa de Ação Cultural do Estado, contemplado pelo edital de preservação de culturas tradicionais do Estado.
Para comprar seu exemplar é só clicar aqui!

sábado, 18 de julho de 2009

Lembranças...


Ano passado estive na Cidade São Jorge, juntamente com os camaradas Daniel Tossato, Nário Barbosa, Leonardo Colosso e as musas Nilva Bianco e Celisa Beraldo. Acabou pintando por lá também o amigão Fernando Ferreira, que trabalhou duro junto com a gente para fazer acontecer o piloto de um projeto que gostaríamos muito de tocar adiante: Fotografia Rodante.
Foram três sábados colocando a fotografia em praça pública com uma tenda-biblioteca focada em fotografia brasileira, com aproximadamente cem volumes, um fundo de lona onde fizemos o maior fuzuê com a comunidade, uma oficina relâmpago de foto e vídeo com a criançada e, por fim, uma projeção de audiovisual ao cair da noite.
Bom, foi feito tudo na raça, com máquinas fotográficas 35mm compactas doadas por amigos e amigos dos amigos, e a maravilhosa biblioteca com os livros doados por gente generosa como Simonetta Persichetti e Eder Chiodetto. Os guris aí do lado estavam vendo, curiosos, o livro Nação Coragem, do fotógrafo Sérgio Guerra. Enfim, foi um aprendizado para todo mundo...
Tem um pouquinho de informação extra sobre o Fotografia Rodante aqui, inclusive com um audiovisual que preparamos com o que a criançada produziu durante dias.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sobre mais que fotografia


Para quem não conhece Simonetta Persichetti, está aqui uma ótima oportunidade para entender a relevância da figura.
Entre um monte de outras coisas, ela mantém o blog Trama Fotográfica, e foi exatamente por isso que deixei aqui esse post. Há um texto fantástico que precisa ser lido e pensado, publicado hoje mesmo, e para iniciar a viagem basta clicar qui!
É isso aí camaradas, mais um carinhoso pontapé para além das bundas. Vamos exercitar os neurônios!