quarta-feira, 24 de junho de 2009



Para mim, a fotografia é um mecanismo para descobertas. E descobrir é revelar, para si e para o outro, por meio da mágica do encontro entre as poses e a objetiva, ou mesmo através do jogo que se estabalece entre o que quer ver e o que quer ser visto.
As circunstâncias acabaram me levando a Diadema, onde iniciei uma documentação em alguns terreiros de candomblé e umbanda na cidade. O trabalho vem se desenvolvendo aos poucos, e a cada visita que tenho feito para fotografar, os meus traços e cores me ajudam a entender e a construir uma relação de profundo respeito por essa gente.













6 comentários:

Milton Tonello disse...

Marcello, já conhecia parte deste seu trabalho, é muito bom, vai dar um projeto e tanto.
Parabéns

Daniel Tossato disse...

Participei de uma pequena parte e, pelo menos pra mim, foi de grande valia!
Já disse pro Marcello uma vez, que estar em contato com este povo me fez reavaliar alguns pontos que, até então, tinha cercado com pedras e enterrado!!
Bem legal ver estas fotos e o mais legal é fotografa-las...

Léo disse...

Legal as fotos. Gostei em especial da primeira, azulada. Acho que você explorou bem o movimento e , naturalmente, as cores.Concordo com suas palavras iniciais, mas acho que há algo mais que o jogo que se estabelece entre quem quer ver e o que quer ser visto. Muitas vezes aquele qué visto, olhado, não sabe que é focado, não tem consciência, portanto não faz pose. Nesse caso a fotografia é uma construção unilateral. Concordfa ? Bem , mas isso é papo pra duas ou três garafas de vinho tinto seco...

Wilson Rodrigues disse...

Belíssimo Trabalho!

Todo um universo de assuntos para ser explorado e fotografado está contido nesse tema. Além das cores, quase sempre contrastantes, também o P&B dá uma outra leitura para o tema, onde pode-se explorar com mais enfase o jogo de luz e sombra, as texturas, o claro-escuro, silhuetas e toda a magia do candoblé.

Parabéns!

Marcello Vitorino disse...

Léo, discordo sobre a fotografia ser uma construção unilateral, pricipalmente nesse caso, onde minha presença teve sempre que ser consentida.
Se tomarmos então as lições de um certo momento decisivo, haverá sempre uma espécie de encontro marcado com o acaso, e nesse caso somos apenas um dos elementos que se cruzarão por um centésimo de segundo enquanto o universo continua o seu fluxo infinito. E no final das contas, decidimos muito pouco...
Sobre o preto e branco, Wilson, não há dúvida de que seria um outro trabalho. No entanto, acho que estou numa fase de cor. Se vc olhar bem, vais ver que procuro uma palheta econômica, e nesse caso o uso das cores também auxilia no contraste, e principalmente textura. A cor aí para mim é mais que presença e estética, é imanência.

Anônimo disse...

Nessa documentação que vc fez de candoblé,estive em 3 lugares que para mim foi muito importante,não só como experiência mais como fotograficamente.o que vc fez éum registro de uma documentação que nãopara por ai.acho que suas imagens elas se conversam entre si e ao mesmo tempo sozinhas.fotografar é decobrir o descoberto que entra na lente e que entra nos pixels e se transforma em cores.o caminho é esse de descoberta e de insistência.um belo tyrabalho .